domingo, 17 de fevereiro de 2013

A mentira dos espíritos ?

É preocupante, porém não surpreendente, que a humanidade seja tão vulnerável à mentira. Além disso, quanto maior e mais chocante é a mentira, mais ela consegue produzir efeito. A Evolução é um dos principais exemplos de como uma mentira pode ser recebida com entusiasmo. Em seguida vem o ensino da Psicologia de que a criatura humana é boa por natureza. A crescente convicção de que a homossexualidade é simplesmente um estilo de vida alternativo. A propaganda de que o Islamismo é uma religião de paz e que existe um legítimo e histórico povo palestino [Tudo isso é recebido e crido por toda pessoa que desconhece a Palavra de Deus em sua integridade]. A isso se junta a crença de que os homens possuem um potencial infinito e podem se tornar deuses. A lista de fraudes aceita pela humanidade parece interminável.
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A inclinação da humanidade para ser enganada pode ser rastreada a partir do princípio, no Jardim do Éden. Satanás, falando através de uma serpente, seduziu Eva a crer que ela poderia se tornar igual a Deus, caso rejeitasse a vontade divina em favor de sua própria vontade (Gênesis 3). Foi essa a mesma esperança de Satanás, tendo ele próprio se enganado, quando nela acreditou (Isaías 14). As mentiras se tornam mais sedutoras quando reforçadas por métodos e meios de melhorar a situação de alguém. Inacreditavelmente, Lúcifer, Adão e Eva, mesmo vivendo em estado de perfeição e em ambientes perfeitos, ainda desejavam algo mais para si mesmos. Os pensamentos de auto-indulgência do coração de Eva são revelados como estando em oposição ao que Deus havia especificamente proibido: “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” (Gênesis 3:6). A aceitação de Adão e Eva de uma mentira pregada por um espírito falando através de um animal trouxe morte e destruição à perfeita criação de Deus.
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O esquema de Satanás começou encorajando Eva a duvidar do que Deus lhe havia dito, seguido de plena dúvida do que Ele realmente ordenara. Satanás a deixou com a impressão de que Deus a havia privado de algo que iria possibilitá-la a igualar-se a Ele. Em outras palavras, o único interesse divino pelas criaturas é privá-las de descobrir que o seu potencial é semelhante ao de Deus. Essa mentira tem sido o apelo básico de sedução da humanidade, através de todas as eras. A Bíblia caracteriza Satanás (cujo nome significa adversário) como “o pai da mentira”, que engana o mundo inteiro (João 8:44) e os seus companheiros demônios, como os seus cooperadores no mesmo esquema do jogo. Embora a Palavra de Deus não entre em maiores detalhes sobre o reino das entidades espirituais, ela claramente nos admoesta a respeito da natureza enganosa e destrutiva dos demônios, segundo a 1 Pedro 5:8: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”.
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Tendo rejeitado a admoestação, a humanidade está hoje mais envolvida do que nunca em toda a história, nos caminhos que abrem portas ao contato com os espíritos [O espiritismo já é sem dúvida uma religião mundial].
Apresentado ao Ocidente, no século passado, sob a bandeira da Nova Era, o misticismo oriental tem provido um verdadeiro mercado fornecedor de métodos e técnicas para a “comunicação com os deuses”, mediante o uso de drogas e da meditação como veículos comuns. Hoje em dia, templos para a interação com qualquer dos milhões de deuses hinduístas são encontrados ao redor do mundo, inclusive em subúrbios de muitas cidades dos USA.
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Visitei um templo enorme nos arredores de Chicago, o qual é bem freqüentado por habitantes suburbanos da classe média alta, com muitos dos adoradores chegando em últimos modelos de Mercedes e outros carros de luxo. A meditação Ioga, a qual abre as mentes das pessoas aos seres espirituais, é normal na ACM e nos clubes de atletismo. Inúmeras igrejas evangélicas já começaram as suas próprias classes sob o enganoso nome de “Ioga Cristã”. E assim, a meditação transcendental (MT) tem iniciado centenas de milhares por todo o Ocidente, fornecendo-lhes mantras, a fim de atrair as divindades hinduístas. Religiões tais como a Santeria, o Voodoo e a Macumba, nas quais os sacrifícios ritualísticos são feitos, a fim de se obterem os favores dos espíritos, têm atraído um crescente número até mesmo daqueles que em geral não são dados à superstição, como por exemplo, médicos, advogados, executivos, professores de faculdades, etc. A visualização ocultista, talvez a técnica mais efetiva para se obter um espírito guia, tem sido ensinada em hospitais, para efeito curativo, em classes de parto normal, nos seminários de negócios e vendas, nos programas de golfe, no basquete infantil e noutros campos de jogos (Ver a ”A Invasão Ocultista” de Dave Hunt). É uma técnica favorecida entre os que praticam o misticismo “cristão”, conhecido dentro dos círculos evangélicos, como “movimento contemplativo”. Os professores da “cura interior” professando ser cristãos, recomendam a visualização para a comunicação com Jesus, através da qual, afirmam eles, Jesus vai aparecer.
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O contato com entidades não físicas, que afirmam ser extraterrestres, é hoje tão aceita que o trágico evento do suicídio dos membros da seita “Heaven´s Gate”, os quais morreram, “ a fim de serem levados para bordo” de uma espaço-nave, é visto como anomalia. Os OVNIS, que não são físicos, são considerados por milhões como veículos de inteligências mais elevadas, as quais vão salvar a humanidade da destruição. As promessas feitas por esses ETs não físicos são as mesmas no mundo inteiro, não importa quem entre em contato com esses seres espaciais. Além disso, vários métodos de contatar os espíritos, quer seja através de drogas, da meditação, visualização, cantiga de mantras, experiências de mesa, ou simplesmente um desejo de comunicação, por uma força de vontade, produz sempre a mesma mensagem antibíblica.
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Um dos membros do nosso escritório teve um encontro recente com a proprietária de um negócio próximo ao nosso ministério. Visto como ele a escutou dizendo “Louvado seja o Senhor!”, indagou se ela era crente. Sua resposta o deixou atônito: “Sim… Sou uma xamã”, explicando que acredita em muitos senhores. O termo “xamã” vem da língua da tribo dos Tungus, na Sibéria, referindo-se ao curandeiro da tribo. A principal função do “xamã” é entrar em contato com os espíritos, a fim de conseguir assistência para o seu povo.
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Os antropólogos ficam intrigados com o fato de que em todas as partes do mundo onde é praticado o “xamanismo”, as coisas são basicamente idênticas. Essa consistência entre grupos de povos diversos (que não se comunicam entre si) é uma forte evidência da realidade dos espíritos com os quais eles interagem. E também apóia a crença bíblica de que existe uma central e maligna fonte de conteúdo e poder obtidos do reino espiritual.
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Hoje em dia temos “xamãs” de toda espécie, até mesmo em Beverly Hills e em todos os pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste. Nossos guias de parques nacionais se deleitam em mostrar aos visitantes os alojamentos e outras armadilhas do “xamanismo” americano. Os “xamãs” da classe média, os brancos, pululam por toda parte, até mesmo para desdém dos que vêem a exploração nada autêntica da “cultura nativa americana”. Evidentemente, os espíritos são puristas culturais, dado aos brilhantes registros que as multidões de americanos ingênuos têm contatado de “poderes animais” ou espíritos guias, simplesmente pela leitura ou por seguirem técnicas e direção dos menos que autênticos “xamãs”. Raramente, se já aconteceu, pode-se ler nesses livros que podem surgir problemas ou que os espíritos podem não ser tão sábios e tão maravilhosos conforme são apresentados.
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Recentemente, entrevistei um homem que passou a maior parte de sua vida comunicando-se com entidades espirituais. Não há motivo para se duvidar da sua “autenticidade”. Ele era um “xamã”, um curandeiro da tribo Yamomano, na floresta amazônica da Venezuela. Para admiração, diante da mentira propalada pelos círculos antropológicos, ¾ dos que vivem em povos tribais são puros, idênticos naturais do Éden e, portanto, melhor resguardados da influência exterior. O chefe Shoefoot e o seu povo, cuja existência é repleta de medos, estão documentados no livro “The Spirit of the Rain Forest” (O espírito da Floresta Chuvosa), escrito por Mark Ritchie (disponível na Island Lake Press, 1800-245-1022). [Deixo de contar a complicada história de Shoefoot e seu povo, para não tornar este trabalho longo demais – Mary Schultze]
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Cumprindo a promessa feita em Jeremias 29:13: “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração”, o Senhor conduziu Shoefoot até o missionário Joe Dawson, um dos poucos estrangeiros com a capacidade de falar a língua dos yamomanos. Joe ensinou a Shoefoot a respeito de Yai Pada, o Deus da Bíblia. Ele lhe contou que Yai Pada tanto nos amou que enviou o Seu Filho para pagar a penalidade de nossos pecados e quando admitimos a nossa pecaminosidade e colocamos nossa confiança em Jesus e nossa fé no que Ele realizou por nós, podemos ter paz com Deus (Romanos 5:1). Além, do mais. Também lhe foi dito que todo aquele que crê em Jesus passará a eternidade junto com Yai Pada. O testemunho de Shoefoot (encontrado com detalhes no livro supra citado) é rude, mas poderoso no vídeo “Never Go Back”. É uma história de “xamã” dos Ministérios Don Shire (715-484-2017) de como Jesus o libertou da escravidão do pecado e dos espíritos, testemunhando a veracidade da Palavra de Deus.
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Indaguei a Shoefoot, através do intérprete Mike Dawson, filho de Joe, o qual foi criado entre os yamomanos, como este responderia a um céptico que achasse serem as suas experiências com os espíritos nada mais que alucinações causadas pelas drogas que ele ingeria. Os olhos de Shoefoot fuzilaram, em seus mais ou menos 70 anos de idade, diante dessa pergunta. Ele gosta de responder aos desafios dos cépticos, especialmente quando fala nas universidades aos estudantes de Antropologia. É irônico ver que um homem “primitivo” considere os altamente eruditos antropólogos que estudam o seu povo nativo como tolos, na melhor das hipóteses, e como enganados, na pior. Ele me contou que conheceu “xamãs’ que tinham os mesmos espíritos que ele tinha e, contudo, ao contrário dele, não chegaram a conhecê-los por meio das drogas. Quer os contatos fossem feitos com a mente clara ou em estado de droga, as descrições e detalhes são quase sempre idênticos aos de ¾ de todos aqueles mancomunados com os mesmos espíritos.
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Mike acrescentou que nós, do sofisticado Ocidente, temos problemas relacionados à cultura, na qual os espíritos, isto é, demônios, são reais no dia a dia de parte de nossa vida. Contudo, isso não significa serem eles necessariamente exclusivos das densas florestas dos yamomanos. Ele nos contou que numa viagem de outono pelos USA com Shoefoot, ele ficou chocado com o seu amigo, um ex-xamã, apresentando continuamente espíritos que ele havia conhecido, caracterizados na América, quando os americanos celebravam o bem sucedido feriado de Halloween. Algum tempo depois, foi dada a Shoefoot uma amostra de desenho na TV, domingo de manhã, com personagens e figuras possuídos de poderes. Aconteceu o mesmo. Ele não sabia da popularidade mundial dos livros da série Harry Potter, os quais introduzem as crianças na feitiçaria e as encorajam a praticá-la. À medida em que Shoefoot verificou essa série de livros, ficou muito preocupado ao ver que tantos jovens estão sendo instruídos a caírem presa da escravidão que tem atormentado o seu povo.
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As experiências subjetivas de Shoefoot numa cultura dominada por espíritos mentirosos são prontamente substanciadas quando comparadas aos estilos de vidas dominadas por demônios, através do mundo inteiro. Além do mais, elas são consistentes com o que a Palavra de Deus fala sobre esses espíritos, “os príncipes das trevas deste século, as hostes espirituais da maldade”, (segundo Efésios 6:12 ACF), que são devoradores de almas humanas, deleitando-se ainda na destruição física da humanidade, através da depravação e das moléstias. As sociedades tecnicamente avançadas deste planeta podem até ser capazes de se livrar das últimas, mas vão colher a escravidão temporal e eterna de suas almas. O ápice vai acontecer com a chegada do Anticristo, possuído de toda força demoníaca, [dominando todos os que estiverem enroscados na operação do erro, dando crédito à mentira]. Contudo a precondição para esse evento, o qual principiou no Jardim do Éden e tanto tem se espalhado em nossos dias, vai se manifestar numa sociedade gradativamente endemoninhada, num Cristianismo apóstata. Como diz Paulo, na 1 Timóteo 4:1: “MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônio”.
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O mundo inteiro, em tal cegueira e escravidão aos espíritos sedutores, cego e escravizado ao “deus deste século”, estará pronto, de todas as maneiras, pelo contato com as entidades espirituais, a colher suas horrendas conseqüências.
Senhor, dá-nos amor pela Verdade e um coração para resgatar aqueles que estão escravizados à mentira! Amém!

“The Berean Call Letter, novembro 2003.
por T. A. McMahon
Traduzido por Mary Schultze

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

"Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes"


Criacionismo


O criacionismo consiste na crença que o universo e a vida foram criados, sem recurso a matéria preexistente por uma entidade superior.
Esta teoria não e aceite no meio cientifico pois não pode ser confirmada com bases cientificas. Contudo tem gerado controvérsias, nomeadamente nos EUA, pois os criacionistas afirmam que esta se trata duma proposta científica plausível e que deveria ser tida em conta, no seio comunidade científica.
Nós, escolhemos este tema pois pretendíamos explorar esta visão da origem da vida, contrária ao que nos tínhamos como verdade, pois julgávamos que o evolucionismo era tido como verdade inquestionável.
Criacionismo
Existem vários tipos de criacionismo, mas em todos está presente a ideia de que Deus criou o Mundo livremente sem recurso a qualquer matéria preexistente.
Em geral os criacionistas acreditam que a explicação do início do Mundo dada no génesis, o primeiro volume do Velho Testamento, é a verdadeira explicação das origens de tudo o que vemos em nosso redor. Apesar disso, o criacionismo não é necessariamente conectado a nenhuma religião em particular. Ele simplesmente exige a crença numa inteligência criadora na origem do universo e da vida.
O criacionismo afirma a ideia da mais pura causalidade pois Deus a partir do nada, por um acto de sua livre vontade põe o mundo e o homem na existência. Exclui-se por conseguinte uma causa material, a esta teoria opõem-se todas as concepções materialistas como a teoria da biogénese ou a teoria do Big Bang, que dizem que o universo ou a vida foram criados a partir de matéria preexistente por mero acaso.
O criacionismo gira em torno de uma ideia chamada de"desígnio inteligente" (Intelligent Design). Esta é a ideia de que os organismos vivos são tão complexos que apenas poderiam ter aparecido com a intervenção de uma inteligência superior.
O Criacionismo, não é aceite dentro da visão científica, pois não há provas cientificas da existência desta entidade superior. Contudo os seus seguidores proclamam que se trata de uma proposta científica legítima e que esta deveria ser aceite como “ ciência da criação”.
O criacionismo nos EUA
O debate sobre o criacionismo tem sido especialmente intenso nos EUA, a teoria da evolução provoca polémica há anos nos Estados Unidos, que defende que as escolas deveriam ter a mente aberta e ensinar todos os pontos de vista e promoverem teorias rivais, como a do "desígnio inteligente", rejeitada por cientistas que a qualificam como religião disfarçada. Estes alegam que o criacionismo não tem qualquer base científica.
Criacionismo vs Evolucionismo
O modelo evolutivo propõe que a vida se tenha originado por si mesma, por mero acaso de reacções químicas há biliões de anos, e então evoluído em direcção a formas cada vez mais avançadas, até culminar na formação dos seres humanos. O modelo criacionista, propõe que um ser superior criou propositadamente as formas básicas de vida, incluindo os ser humano, há alguns milénios.
Estamos aqui somente como resultado de um processo evolutivo prolongado, mecanicista, sem desígnio, ou fomos criados, com propósito, responsabilidade?
O criacionismo faz desta questão um argumento, afirmando que segundo o evolucionismo estamos no mundo por acaso, não temos um propósito, Deus dá um sentido ás nossas vidas, (saibamos nós, ou não qual é) dá-nos uma identidade, e o ser humano necessita de uma identidade, de uma orientação que lhe permita definir uma linha de conduta. O Criador criou o homem com um propósito e mesmo que nós não saibamos qual é, isto afasta-nos de uma vida errática, sem sentido, dá ao ser humano um estatuto especial.
O evolucionismo sendo uma filosofia materialista, abala os alicerces morais da vida em sociedade que levam os homens a estabelecerem e aceitarem certos compromissos.
Os criacionistas mais conservadores afirmam até que o questionamento que o evolucionismo faz à concepção bíblica sobre a origem da vida seria responsável por uma série de problemas vividos em sociedade, nomeadamente a desagregação da família e dos costumes, a deterioração dos valores morais, a competitividade que seria gerada pela ideia da selecção natural, o individualismo exagerado, etc…
O evolucionismo vem encontrando desde sua formulação, problemas para comprovar as suas teorias. Apenas encontra evidências, porém não consegue liga-las. Este é outro argumento do criacionismo.
O aparecimento de vida a partir de matéria amorfa e a sua evolução gradual de seres unicelulares para seres mais complexos até chegar ao ser humano não tem base realmente comprovada, sendo questionada no meio científico. Seres intermediários entre as diversas espécies nunca foram encontrados, todo o surgimento fóssil das diversas espécies é súbito, sem vestígios das espécies transitórias.
Isto quer dizer: nunca encontraram os espécimes transitórios entre o peixe e o anfíbio, entre estes e os répteis, e dos répteis aos mamíferos. Há espécies que se mantiveram idênticas desde 200 milhões de anos atrás, como a barata, o ornitorrinco, a tartaruga, e de que muitas outras surgiram repentinamente, sem parentesco anterior.
Os criacionistas afirmam ainda que o desenvolvimento gerou mudanças adaptativas no ser humano, como: maior estatura, diminuição dos maxilares, mas não mudou essencialmente o ser, que foi originado por Deus muito próximo do que conhecemos hoje e o mesmo se passa com os outros animais.
Porém os evolucionistas afirmam que apesar de poderem existir falhas na teoria da evolução, a ciência não tem uma teoria plausível o suficiente para colocar no seu lugar.  Estes defendem que o criacionismo não chega a ser uma teoria pois uma teoria científica deve ter por base um conjunto de observações devidamente controladas que a testem, e que todos os cientistas a possam julgar e pô-la à prova. Uma teoria raramente se prova definitivamente pois novas evidências vão surgindo. Neste aspecto, podemos dizer que a teoria da evolução é, porventura, a teoria mais bem sucedida e sólida que temos na ciência pois tem resistido a todas as provas, desde o registo fóssil que tem sido encontrado até ao conjunto de informação que a sequenciação do genoma humano trouxe.
No entanto, a evolução não explica tudo mas é, de longe, o melhor modelo que temos. Os evolucionistas dizem que o “desígnio inteligente” è apenas uma crença, e ao usar como argumentos as falhas da teoria da evolução não está a provar nada, além disso a impossibilidade de provar a existência de uma entidade superior criadora faz com que esta não possa ser tida em conta no meio cientifico.
Outro argumento do criacionismo é o principio da complexidade irredutível que foi defendido e popularizado pela publicação de um livro (a caixa preta de Darwin) por Michel behe, argumentando que os organismos vivos que conhecemos são tão complexos que, apenas com a intervenção de uma inteligência superior poderiam ter aparecido. A vida é composta por partes interligadas que dependem umas das outras, formando padrões complexos, a retirada de alguma destas partes porá em causa o funcionamento do sistema.
Assim sendo não é possível que padrões complexos, se tenham desenvolvido através de processos do acaso.
 Por exemplo, uma sala com 100 macacos e 100 máquinas de escrever pode produzir eventualmente algumas palavras, ou mesmo uma frase, mas nunca produzira uma peça shakespeariana. E quão mais complexa é a vida do que a obra de Shakespeare?
Posto isto, a existência e desenvolvimento da vida na terra requerem que tantas variáveis estejam perfeitamente harmonizadas que seria impossível que todas as variáveis chegassem a ser como são apenas pelo acaso.
Porém a ideia de que uma entidade superior criou o universo a partir do nada, levanta questões irrespondíveis como: Se Deus criou tudo quem criou deus? Quem é esta inteligência superior? Como pode deus criar algo a partir de nada?
Tipos de criacionismo:
Terra plana e geocêntrico
Os criacionistas da terra plana e os geocentristas modernos rejeitam praticamente toda a ciência moderna. Acreditam que a terra é plana imóvel e o centro do universo. Estes baseiam as suas crenças apenas na leitura dos génesis.
Criacionismo moderno
O Criacionismo moderno é a forma mais comum de criacionismo nos Estados Unidos actualmente. Esse tipo de criacionista aceita alguns aspectos da evolução. Por exemplo: acreditam que a micro evolução (evolução dentro das espécies) pode ocorrer com a permissão de Deus; entretanto, rejeita a macro evolução (evolução entre as espécies) e a teoria da selecção natural. Um criacionista moderno acredita que Deus criou cada tipo de organismo a partir do nada.
Terra Jovem
Primeiros a apoiar o movimento da ciência da criação, que tenta definir o Criacionismo como uma teoria científica, os criacionistas da Terra jovem acreditam que a Terra é uma esfera e que ela gira em torno do sol, mas rejeitam a biologia moderna em favor de uma leitura literal da explicação de Génesis sobre a criação.
Os criacionistas da Terra jovem acreditam que Deus criou o universo e toda a vida que há na Terra directa e milagrosamente, durante um período de seis dias de 24 horas. Eles calculam que a Terra tenha aproximadamente 6 mil a 10 mil anos, contrariando os 4,5 biliões de anos calculados usando medidores de data radiométricos. Rejeitam também  a  teoria da evolução e grande parte da sabedoria científica nas áreas de geologia e astronomia.
Terra Antiga
Os criacionistas da Terra antiga aceitam a prova científica de que a Terra tem muito mais do que 6 mil anos, mas acreditam que foi Deus quem a criou assim como a vida.
Criacionismo da lacuna
O Criacionismo da lacuna sustenta que há uma enorme e não mencionada lacuna entre dois eventos da Bíblia. Entre a primeira e a segunda frase do Génesis, o que significa que após Génesis 1:1, que diz "No princípio, criou Deus os céus e a terra", milhões ou biliões de anos passam. Durante esse período, algo catastrófico leva a Terra à decadência, então acontece Génesis 1:2: A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Nesse ponto, os seis dias da criação (ou, no caso, recriação) começam.
Criacionismo da idade diária
O Criacionismo da idade diária vê o problema do tempo a partir de um ângulo diferente. Essa explicação afirma que, uma vez que Deus não criou o sol e a lua até o quarto dia da criação, o conceito de dias de 24 horas não existia quando a criação começou e quando o "dia" no mundo foi usado pela primeira vez. Os criacionistas da idade diária vêem cada "dia" da criação como um período de milhões ou biliões de anos, considerando a idade cientificamente determinada da Terra dentro da moldura da Bíblia.
Criacionismo evolucionista
Este tipo de criacionismo não envolve uma leitura literal da Bíblia, os evolucionistas. Eles aceitam a maioria ou toda a teoria da evolução, incluindo a selecção natural, acreditando que Deus criou as leis naturais que fazem a evolução funcionar.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

"É possível acreditar em Deus usando a razão", afirma William Lane Craig


O filósofo e teólogo defende o cristianismo, a ressurreição de Jesus e a veracidade da Bíblia a partir de construção lógica e racional, e se destaca em debates com pensadores ateus

Marco Túlio Pires, de Águas de Lindóia
William Lane Craig: "Sem Deus, não é possível explicar a existência de valores e deveres morais objetivos"
William Lane Craig: "Sem Deus, não é possível explicar a existência de valores e deveres morais objetivos" (Divulgação)
"Se você acha que a religião é um conto de fadas, não acredite. Mas se o cristianismo é a verdade — como penso que é — temos que acreditar nele independente das consequências. É o que as pessoas racionais fazem, elas acreditam na verdade. A  via contrária é o pragmatismo. 'Isso Funciona? Não importa se é verdade, quero saber se funciona'"
William Lane Craig
Quando o escritor britânico Christopher Hitchens, um dos maiores defensores do ateísmo, travou um longo debate nos Estados Unidos, em abril de 2009, com o filósofo e teólogo William Lane Craig sobre a existência de Deus, seus colegas ateus ficaram tensos. Momentos antes de subir ao palco, Hitchens — que morreu em dezembro de 2011. aos 62 anos — falou a jornalistas sobre a expectativa de enfrentar Craig.

"Posso dizer que meus colegas ateus o levam bem a sério", disse. "Ele é considerado um adversário muito duro, rigoroso, culto e formidável", continuou. "Normalmente as pessoas não me dizem 'boa sorte' ou 'não nos decepcione' antes de um debate — mas hoje, é o tipo de coisa que estão me dizendo". Difícil saber se houve um vencedor do debate. O certo é que Craig se destaca pela elegância com que apresenta seus argumentos, mesmo quando submetido ao fogo cerrado.
O teólogo evangélico é considerado um dos maiores defensores da doutrina cristã na atualidade. Craig, que vive em Atlanta (EUA) com a esposa, sustenta que a existência de Deus e a ressurreição de Jesus, por exemplo, não são apenas questões de fé, mas passíveis de prova lógica e racional. Em seu currículo de debates estão o famoso químico e autor britânico Peter Atkins e o neurocientista americano Sam Harris (veja lista com vídeos legendados de Craig). Basta uma rápida procura no Youtube para encontrar uma vastidão de debates travados entre Craig e diversos estudiosos. Richard Dawkins, um dos maiores críticos do teísmo, ainda se recusa a discutir com Craig sobre a existência de Deus.

Em artigo publicado no jornal inglês The Guardian, Dawkins afirma que Craig faz apologia ao genocídio, por defender passagens da Bíblia que justificam a morte de homens, mulheres e crianças por meio de ordens divinas. "Vocês apertariam a mão de um homem que escreve esse tipo de coisa? Vocês compartilhariam o mesmo palco que ele? Eu não, eu me recuso", escreveu. Na entrevista abaixo, Craig fala sobre o assunto.

Autor de diversos livros —  entre eles Em Guarda – Defenda a fé cristã com razão e precisão(Ed. Vida Nova), lançado no fim de 2011 no Brasil, — Craig é doutor em filosofia pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e em teologia pela Universidade de Munique, Alemanha. O filósofo esteve no Brasil para o 8º Congresso de Teologia da Editora Vida Nova, em Águas de Lindóia, entre 13 e 16 de março. Durante o simpósio, Craig deu palestras e dedicou a última apresentação a atacar, ponto a ponto, os argumentos de Richard Dawkins sobre a inexistência de Deus.

Perfil

Nome: William Lane Craig
Profissão: Filósofo, teólogo e professor universitário na Universidade de Biola, Califórnia
Nascimento: 23 de agosto de 1949
Livros destacados: Apologética Contemporânea – A veracidade da Fé CristãEm Guarda, Defenda a fé cristã com razão e precisão; ambos publicados no Brasil pela editora Vida Nova
Principal contribuição para a filosofia: Craig foi responsável por reformular o Argumento Cosmológico Kalam (variação do argumento cosmológico que defende a existência de uma primeira causa para o universo) nos seguintes termos: 1) Tudo que começa a existir tem uma causa de existência. 2) O universo começou a existir. 3) Portanto, o universo tem uma causa para sua existência.
Informações pessoais: William Lane Craig é conhecido pelo trabalho na filosofia do tempo e na filosofia da religião, especificamente sobre a existência de Deus e na defesa do teísmo cristão. Escreveu e editou mais de 30 livros, é doutor em filosofia e teologia em universidades inglesa e alemã e desde 1996 é pesquisador e professor de filosofia na Universidade de Biola, na Califórnia. Atualmente vive em Atlanta, nos EUA, com a esposa. Craig pratica exercícios regularmente como forma de combater a APM (Atrofia Peronial Muscular) uma doença degenerativa do sistema nervoso que lhe causou atrofiamento dos nervos das mãos e pernas. Especialista em debates desde o ensino médio, o filósofo passa a maior parte do tempo estudando.
Por que deveríamos acreditar em Deus?Porque os argumentos e evidências que apontam para a Sua existência são mais plausíveis do que aqueles que apontam para a negação. Vários argumentos dão força à ideia de que Deus existe. Ele é a melhor explicação para a existência de tudo a partir de um momento no passado finito, e também a para o ajuste preciso do universo, levando ao surgimento de vida inteligente. Deus também é a melhor explicação para a existência de deveres e valores morais objetivos no mundo. Com isso, quero dizer valores e deveres que existem independentemente da opinião humana.

Se Deus é bondade e justiça, por que ele não criou um universo perfeito onde todas as pessoas vivem felizes? Acho que esse é o desejo de Deus. É o que a Bíblia ensina. O fato de que o desejo de Deus não é realizado implica que os seres humanos possuem livre-arbítrio. Não concordo com os teólogos que dizem que Deus determina quem é salvo ou não. Parece-me que os próprios humanos determinam isso. A única razão pela qual algumas pessoas não são salvas é porque elas próprias rejeitam livremente a vontade de Deus de salvá-las.

Alguns cientistas argumentam que o livre-arbítrio não existe. Se esse for o caso, as pessoas poderiam ser julgadas por Deus?Não, elas não poderiam. Acredito que esses autores estão errados. É difícil entender como a concepção do determinismo pode ser racional. Se acreditarmos que tudo é determinado, então até a crença no determinismo foi determinada. Nesse contexto, não se chega a essa conclusão por reflexão racional. Ela seria tão natural e inevitável como um dente que nasce ou uma árvore que dá galhos. Penso que o determinismo, racionalmente, não passa de absurdo. Não é possível acreditar racionalmente nele. Portanto, a atitude racional é negá-lo e acreditar que existe o livre-arbítrio.

O senhor defende em seu site uma passagem do Velho Testamento em que Deus ordena a destruição da cidade de Canaã, inclusive autorizando o genocídio, argumentando que os inocentes mortos nesse massacre seriam salvos pela graça divina. Esse não é um argumento perigosamente próximo daqueles usados por terroristas motivados pela religião? A teoria ética desses terroristas não está errada. Isso, contudo, não quer dizer que eles estão certos. O problema é a crença deles no deus errado. O verdadeiro Deus não ordena atos terroristas e, portanto, eles estariam cometendo uma atrocidade moral. Quero dizer que se Deus decide tirar a vida de uma pessoa inocente, especialmente uma criança, a Sua graça se estende a ela.

Se o terrorista é cristão o ato terrorista motivado pela religião é justificável, por ele acreditar no Deus ‘certo’? Não é suficiente acreditar no deus certo. É preciso garantir que os comandos divinos estão sendo corretamente interpretados. Não acho que Deus dê esse tipo de comando hoje em dia. Os casos do Velho Testamento, como a conquista de Canaã, não representam a vontade normal de Deus.

O sr. está querendo dizer que Deus também está sujeito a variações de humor? Não é plausível esperar que pelo menos Ele seja consistente? Penso que Deus pode fazer exceções aos comandos morais que dá. O principal exemplo no Velho Testamento é a ordem que ele dá a Abraão para sacrificar seu filho Isaque. Se Abraão tivesse feito isso por iniciativa própria, isso seria uma abominação. O deus do Velho Testamento condena o sacrifício infantil. Essa foi uma das razões que o levou a ordenar a destruição das nações pagãs ao redor de Israel. Elas estavam sacrificando crianças aos seus deuses. E, no entanto, Deus dá essa ordem extraordinária a Abraão: sacrificar o próprio filho Isaque. Isso serviu para verificar a obediência e fé dele. Mas isso é a exceção que prova a regra. Não é a forma normal com que Deus conduz os assuntos humanos. Mas porque Deus é Deus, Ele tem a possibilidade de abrir exceções em alguns casos extremos, como esse.

O sr. disse que não é suficiente ter o deus certo, é preciso fazer a interpretação correta dos comandos divinos. Como garantir que a sua interpretação é objetivamente correta?As coisas que digo são baseadas no que Deus nos deu a conhecer sobre si mesmo e em preceitos registrados na Bíblia, que é a palavra d’Ele. Refiro-me a determinações sobre a vida humana, como “não matarás”. Deus condena o sacrifício de crianças, Seu desejo é que amemos uns ao outros. Essa é a Sua moral geral. Seria apenas em casos excepcionalmente extremos, como o de Abraão e Isaque, que Deus mudaria isso. Se eu achar que Deus me comandou a fazer algo que é contra o Seu desejo moral geral, revelado na escritura, o mais provável é que eu tenha entendido errado. Temos a revelação do desejo moral de Deus e é assim que devemos nos comportar.

O sr. deposita grande parte da sua argumentação no conteúdo da Bíblia. Contudo, ela foi escrita por homens em um período restrito, em uma área restrita do mundo, em uma língua restrita, para um grupo específico de pessoas. Que evidência se tem de que a Bíblia é a palavra de um ser sobrenatural? A razão pela qual acreditamos na Bíblia e sua validade é porque acreditamos em Cristo. Ele considerava as escrituras hebraicas como a palavra de Deus. Seus ensinamentos são extensões do que é ensinado no Velho Testamento. Os ensinamentos de Jesus são direcionados à era da Igreja, que o sucederia. A questão, então, se torna a seguinte: temos boas razões para acreditar em Jesus? Ele é quem ele diz ser, a revelação de Deus? Acredito que sim. A ressurreição dos mortos, por exemplo, mostra que ele era quem afirmava.

Existem provas que confirmem a ressurreição de Jesus? Temos boas bases históricas. A palavra ‘prova’ pode ser enganosa porque muitos a associam com matemática. Certamente, não temos prova matemática de qualquer coisa que tenha acontecido na história do homem. Não temos provas, nesse sentido, de que Júlio César foi assassinado no senado romano, por exemplo, mas temos boas bases históricas para isso. Meu argumento é que se você considera os documentos do Novo Testamento como fontes da história antiga, — como os historiadores gregos Tácito, Heródoto ou Tucídides — o evangelho aparece como uma fonte histórica muito confiável para a vida de Jesus de Nazaré. A maioria dos historiadores do Novo Testamento concorda com os fatos fundamentais que balizam a inferência sobre a ressurreição de Cristo. Coisas como a sua execução sob autoridade romana, a descoberta das tumbas vazias por um grupo de mulheres no domingo depois da crucificação e o relato de vários indivíduos e grupos sobre os aparecimentos de Jesus vivo após sua execução. Com isso, nos resta a seguinte pergunta: qual é a melhor explicação para essa sequência de acontecimentos? Penso que a melhor explicação é aquela que os discípulos originais deram — Deus fez Jesus renascer dos mortos. Não podemos falar de uma prova, mas podemos levantar boas bases históricas para dizer que a ressurreição é a melhor explicação para os fatos. E como temos boas razões para acreditar que Cristo era quem dizia ser, portanto temos boas razões para acreditar que seus ensinamentos eram verdade. Sendo assim, podemos ver que a Bíblia não foi criação contingente de um tempo, de um lugar e de certas pessoas, mas é a palavra de Deus para a humanidade.

O textos da Bíblia passaram por diversas revisões ao longo do tempo. Como podemos ter certeza de que as informações às quais temos acesso hoje são as mesmas escritas há 2.000 anos? Além disso, como lidar com o fato de que informações podem ser perdidas durante a tradução? Você tem razão quanto a variedade de revisões e traduções. Por isso, é imperativo voltar às línguas originais nas quais esses textos foram escritos. Hoje, os críticos textuais comparam diferentes manuscritos antigos de modo a reconstruir o que os originais diziam. O Novo Testamento é o livro mais atestado da história antiga, seja em termos de manuscritos encontrados ou em termos de quão próximos eles estão da data original de escrita. Os textos já foram reconstruídos com 99% de precisão em relação aos originais. As incertezas que restam são trivialidades. Por exemplo, na Primeira Epístola de João, ele diz: “Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra”. Mas alguns manuscritos dizem: “Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo se cumpra”. Não temos certeza se o texto original diz ‘vosso’ ou ‘nosso’. Isso ilustra como esse 1% de incerteza é trivial. Alguém que realmente queira entender os textos deverá aprender grego, a língua original em que o Novo Testamento foi escrito. Contudo, as pessoas também podem comprar diferentes traduções e compará-las para perceber como o texto se comporta em diferentes versões.

É possível explicar a existência de Deus apenas com a razão? Qual o papel da ciência na explicação das causas do universo? A razão é muito mais ampla do que a ciência. A ciência é uma exploração do mundo físico e natural. A razão, por outro lado, inclui elementos como a lógica, a matemática, a metafísica, a ética, a psicologia e assim por diante. Parte da cegueira de cientistas naturalistas, como Richard Dawkins, é que eles são culpados de algo chamado ‘cientismo’. Como se a ciência fosse a única fonte da verdade. Não acho que podemos explicar Deus em sua plenitude, mas a razão é suficiente para justificar a conclusão de que um criador transcendente do universo existe e é a fonte absoluta de bondade moral.

Por que o cristianismo deveria ser mais importante do que outras religiões que ensinam as mesmas questões fundamentais, como o amor e a caridade? As pessoas não entendem o que é o cristianismo. É por isso que alguns ficam tão ofendidos quando se prega que Jesus é a única forma de salvação. Elas pensam que ser cristão é seguir os ensinamentos éticos de Jesus, como amar ao próximo como a si mesmo. É claro que não é preciso acreditar em Jesus para se fazer isso. Isso não é o cristianismo. O evangelho diz que somos moralmente culpados perante Deus. Espiritualmente, somos separados d’Ele. É por isso que precisamos experimentar Seu perdão e graça. Para isso, é preciso ter um substituto que pague a pena dos nossos pecados. Jesus ofereceu a própria vida como sacrifício por nós. Ao aceitar o que ele fez em nosso nome, podemos ter o perdão de Deus e a limpeza moral. A partir disso, nossa relação com Deus pode ser restaurada. Isso evidencia por que acreditar em Cristo é tão importante. Repudiá-lo é rejeitar a graça de Deus e permanecer espiritualmente separado d’Ele. Se você morre nessa condição você ficará eternamente separado de Deus. Outras religiões não ensinam a mesma coisa.

A crença em Deus é necessária para trazer qualidade de vida e felicidade? Penso que a crença em Deus ajuda, mas não é necessária. Ela pode lhe dar uma fundação para valores morais, propósito de vida e esperança para o futuro. Contudo, se você quiser viver inconsistentemente, é possível ser um ateu feliz, contanto que não se pense nas implicações do ateísmo. Em última análise, o ateísmo prega que não existem valores morais objetivos, que tudo é uma ilusão, que não há propósito e significado para a vida e que somos um subproduto do acaso.

Por que importa se acreditamos no deus do cristianismo ou na ‘mãe natureza’ se na prática as pessoas podem seguir, fundamentalmente, os mesmos ensinamentos?Deveríamos acreditar em uma mentira se isso for bom para a sociedade? As pessoas devem acreditar em uma falsa teoria, só por causa dos benefícios sociais? Eu acho que não. Isso seria uma alucinação. Algumas pessoas passam a acreditar na religião por esse motivo. Já que a religião traz benefícios para a sociedade, mesmo que o indivíduo pense que ela não passa de um ‘conto de fadas’, ele passa a acreditar. Digo que não. Se você acha que a religião é um conto de fadas, não acredite. Mas se o cristianismo é a verdade — como penso que é — temos que acreditar nele independente das consequências. É o que as pessoas racionais fazem, elas acreditam na verdade. A  via contrária é o pragmatismo. “Isso Funciona?", perguntam elas. "Não importa se é verdade, quero saber se funciona”. Não estou preocupado se na Suécia alguns são felizes sem acreditar em Deus ou se há alguma vantagem em acreditar n’Ele. Como filósofo, estou interessado no que é verdade e me parece que a existência desse ser transcendente que criou e projetou o universo, fonte dos valores morais, é a verdade.

William Lane Craig em ação

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Deus e o sofrimento no mundo


Se Deus existe, por que ele permite que exista sofrimento no mundo? Neste vídeo, Craig fala sobre o tema.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ateus e criacionistas concordam: existe design no mundo natural


Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas, e por Tua vontade são e foram criadas. – Apocalipse 4:11
FLorestaO conceito da criação através Dum Criador Sobrenatural tem sido um aspecto persuasivo e poderoso da verdade desde o início dos tempos. A ideia de que não existe nenhum Criador sobrenatural, e que tudo no Universo – desde os colibris até aos seres humanos – evoluiu através de processos impessoais e aleatórios, foi avançada como tentativa de refutar a verdade da criação.
Uma das razões por trás do falhanço do evolucionismo naturalista em refutar por completo a noção da criação é o facto de, intuitivamente, os seres humanos serem capazes de observar que o mundo exibe sinais de design inteligente. Até mesmo o mais ardente ateu evolucionista admite este ponto, embora de modo tácito. Por exemplo, Richard Dawkins declarou:
As formas de vida não foram criadas, mas a selecção natural Darwiniana autoriza uma posição de design em relação a elas. Nós chegamos mais facilmente à resposta certa se assumirmos que o coração foi feito para bombear sangue. (2006, p. 182).
Apanharam o que ele disse? Essencialmente ele afirma que as formas de vida não foram criadas mas que o nosso entendimento em relação à sua funcionalidade é maior se assumirmos que as coisas existem segundo um propósito [isto é, criadas].
No seu livro “Why Evolution is True“, Jerry Coyne, professor da Universidade de Chicago, escreveu:
Se há algo que é verdade em relação à natureza, é que as plantas e os animais parecem criadas de modo intrincado e quase perfeito para viver as suas vidas. (2009, p. 1). 
Ele acrescentou ainda:
A natureza tem a aparência duma máquina bem lubrificada, onde cada espécie é uma engrenagem ou uma roda dentada. (p. 1).
Na página 3 do mesmo livro, ele escreveu:
Quanto mais nós aprendemos sobre as plantas e os animais, mais ficamos maravilhados com a forma como o seu design se ajusta ao seu estilo de vida.
No seu livro “Why Darwin Matters“, o ateu Michael Shermer declarou:
A inferência de design chega até nós de modo natural. O motivo que leva muitas pessoas a pensar que um Criador moldou o mundo é porque o mundo realmente parece que foi criado. (2006, p. 65)
Consideremos outro exemplo. Kenneth Miller [que não é ateu mas acredita virtualmente no mesmo modelo evolutivo que os ateus]  é um biólogo evolucionista da Brown University e co-editor do livro escolar (publicado pela Prentice Hall) que é amplamente usado nas escolas do país.
TigresNo seu livro “Only a Theory: Evolution and the Battle for America’s Soul“, Miller admite que, à medida que eles estudam a ordem natural, os biólogos moleculares e os biólogos estruturais frequentemente fazem menção da presença de design nas suas explorações. Ele mesmo admite que o corpo humano exibe evidências de design – apontando como exemplos o design “juntas + bola + soquetes” do quadris e dos ombros, bem como a curva em “S” da espinha dornal humana que nos permite caminhar de forma erecta (2008).
A inferência de design é tão poderosa que Dawkins foi forçado a admitir:
A ilusão [de design] é tão poderosa que enganou as mentes mais brilhantes durante séculos, até que Charles Darwin apareceu em cena. (2009, p. 416).
A ironia da situação é que cada um destes escritores afirma que tal design é produto de factores naturalistas e impessoais, mas as suas declarações sublinham a conclusão óbvia: se Um Designer Inteligente realmente tivesse criado o mundo, qual seria a aparência deste último? Resposta: Exactamente tal como ele é hoje!
Portanto, discutir se Deus existe ou não existe, é mais ridículo do que dois peixes questionarem a existência da água. As evidências para a existência de Deus são tão óbvias que a negação das mesmas não tem como base a ciência, mas a ideologia.
“Eu fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, pelo Meu Grande Poder e com o Meu Braço estendido, e a dou àquele que Me agrada em Meus Olhos.”
Jeremias 27:5
REFERÊNCIAS
Brown University (2008), “There is ‘Design’ in Nature, Biologist Argues,” ScienceDaily,http://www.sciencedaily.com/releases/2008/02/080217143838.htm.
Coyne, Jerry (2009), Why Evolution Is True (New York: Viking).
Dawkins, Richard (2006), The God Delusion (Boston, MA: Houghton Mifflin).
Dawkins, Richard (2009), The Greatest Show on Earth (New York: Free Press).
Shermer, Michael (2006), Why Darwin Matters (New York: Henry Holt and Company).

sábado, 17 de novembro de 2012

O colapso das mentiras em torno da evolução das áves



Há já algumas décadas que a comunidade evolutiva tem propagado a teoria de que os dinossauros evoluíram para pássaros.  De facto, se nós ouvirmos atentamente o que os evolucionistas escrevem nas seus jornais e artigos científicos, ainda veremos a teoria a ser pregado aqui e ali. Para aumentar o estatuto da teoria, os paleontólogos identificaram material (inglês: “fuzz”) que rodeia alguns fósseis de dinossauro como “proto-penas.” Durante anos fotografias de dinossauros “alados” voaram um pouco por todas as revistas evolutivas do mundo.
Acontece que, embora esta teoria ainda esteja em circulação, e ainda seja defendida pelos evolucionistas menos informados, ela pura e simplesmente não pode ser verdadeira. O que se sabe é que já foram encontrados fósseis de áves totalmente funcionais e capazes de manter vôo constante em camadas datadas pelos evolucionitas como pertencentes a uma era ANTERIOR ao suposto desaparecimento dos dinossauros (usando os cientificamente irrelevantes “métodos de datação” dos evolucionistas).
Em Agosto de 2012 no jornal online de biologia, PLOS: Biology, Lida Xing e os colegas escrevem um artigo com o título “Abdominal Contents from Two Large Cretaceous Compsognathids (Dinosauria: Theropoda) Demonstrate Feeding on Confuciusornithids and Dromaeosaurids” (2012).
Sem dúvida que este é um título pomposo, mas essencialmente o que ele significa é que esqueletos de dois dinossauros que viveram no período “cretáceo” alimentaram-se duma áve conhecida como Confuciusornis sanctus. Após análise, os dois fósseis de dinossauro foram identificados como Sinocalliopteryx gigas.
Segundo a linha temporal evolutiva, estes dinossauros viveram há cerca de 120 milhões de anos atrás, no entanto o Confuciusornis sanctus encontrado no estômago desta criatura tinha “o tamanho dum corvo, e era capaz de voar” (“Dinosaur Guts…,” 2012). Uma caracterização duma das fotos descreve o conteúdo do estômago como sendo um “esqueleto duma pequena áve dentro do estômago dum Sinocalliopteryx” (“Dinosaur Guts…”).
Os dinossauros não podem ter evoluído para pássaros porque, entre outras coisas, enquanto eles estavam vivos, eles alimentavam-se de pássaros!
John Ruben, professor de Zoologia  (Oregon State), resumiu de forma correcta o problema que este achado gera para a teoria da evolução:
“Para começar, as aves são encontradas em camadas fósseis anteriores aos dinossauros de quem supostamente descendem. Para além de existirem outras inconsistências nas teorias dinossauro-para-áves, este é um problema sério.” (“Discovery Raises New Doubts…,” 2009).
Sem dúvida que este achado é um problema sério para a teoria da evolução.
Esta situação ressalva um dos problemas sérios presentes nos vários aspectos da teoria da evolução, nomeadamente, o  acto dos seus pilares cardinais terem sido refutados pela ciência. No entanto, em vez de questionarem a teoria que   onsistemente lhe faz leva a ter “surpresas” com o registo fóssil, a maior parte dos evolucionistas apenas volta para os seus laboratórios, e como forma de harmonizar a ciência com a sua teoria, postula outro cenário igualmente improvável – e mais tarde refutado.
O problema não se encontra nas variadas interpretações da teoria da evolução mas na teoria em si. Não se dá o caso dos evolucionistas apenas se terem enganado no animal a partir do qual as áves evoluíram; o que se passa é que eles  erradamente pensam que as áves evoluíram de outro animal. A teoria em si é que está errada.
As áves não evoluíram dos dinossauros porque a evolução é uma explicação falsa.  Segundo a Lei da Biogéne, e segundo as evidências científicas à nossa disposição, (Miller, 2012), a explicação mais provável é a de Deus ter criado as áves  totalmente funcionais “no princípio.” Esta posição tem suportado o teste do tempo e certamente que não será suplantada por outra teoria.